Provavelmente já ouviu falar em intuição e ela quase sempre
vem acompanhada da palavra ‘feminina’.
Não é por acaso.
Vira e mexe nós somos surpreendidas por aquela vozinha dentro da gente dizendo ‘faz isso’, ‘não faz aquilo’ e que, apesar da semelhança, não são ecos dos conselhos de nossas mães.
E se não damos ouvidos, quase sempre terminamos nos lamentando pelos cantos:
alguma coisa me dizia que eu não devia, porque eu não ouvi minha intuição?
Todos nascemos com a intuição aguçada, mas, com o passar do tempo, aos poucos,
parece que os vamos deixando essa voz interior, chamada “sexto sentido”,sumir dentro de nós.
A intuição é como uma bússola, uma função da psique que desvenda possibilidades.
Relacionar o que vem de um e do outro é intuir.
Por isso a intuição está diretamente ligada a nós mulheres, à sensibilidade, receptividade, compreensão, subjetividade.
Somos mais emocionais do que racionais, mais sensíveis a essa comunicação.
Conseguimos nos concentrar em pormenores que, mesmo não aparentes, estão sutilmente interligados com a ação em si.
Assim, percebemos, por exemplo, uma pessoa mal intencionada, não necessariamente na ação dessa pessoa, mas no que motiva esta ação.
Captamos o estado emocional de uma pessoa ouvindo o que ela diz e observando seus gestos e atitudes muito mais facilmente que muito homens.
A intuição feminina advém do interesse e cuidado com os sentimentos e emoções dos outros,
por isso, somos capazes de perceber os pequenos detalhes que os envolvem.
Na prática, a diferença está no fato de que conseguimos:
1) ler e interpretar os gestos e sinais corporais, não isoladamente, mas em grupos,
2) analisar rapidamente sua coerência, e
3) correlacionar tudo, considerando o contexto.
E isso tudo ao mesmo tempo!
Mas herdamos isso de tempos bem distantes, de quando a sociedade era matrifocal,
ou seja, centrada na figura da mulher.
O homem admirava sua companheira pois ela era a representação do divino, das estações do ano, das lunações, do dia e da noite.
Ela era uma representação da própria Deusa que regia os ciclos da Terra.
Para sobreviverem melhor os homens com suas famílias solitárias passaram a viver em coletividade, formando seus grupos ou tribos.
Puderam se espelhar, se reconhecer e se descobrirem olhando uns aos outros, e dividindo-se em tarefas e afazeres.
Os homens por serem mais resistentes estruturalmente se dedicaram a subsistência da caça e das longas viagens para que pudessem, destas retornar, com bons alimentos, roupas,
madeiras e objetos para a estrutura de suas aldeias.
As mulheres se dedicaram a plantação, a criação das crianças, o artesanato, aos afazeres e da manutenção dessas aldeias enquanto os homens estavam fora.
Dessa forma nossas antigas mulheres puderam observar mais, vivenciar mais, os momentos o que aconteciam a sua volta.
Provavelmente venha dessa época, sendo aprimorada ao longo dos anos, a nossa percepção múltipla de acontecimentos, e dessa percepção a nossa sensibilidade de se ligar a esses momentos aflorando a nossa intuição.
Talvez para você que esteja lendo, eu esteja totalmente errada,
mas uma coisa não dá para negar:
nós mulheres pressentimos acontecimentos e deduzimos ações antes que elas aconteçam.
as vezes os homes ñ entendem a nossa intuição...pensam que é besteira mas nós sabemos que ñ é!
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