
Meus olhos estão tristes,
Tristes como a chuva que molha o jardim.
Ouço só o silêncio do vento a ecoar num vale.
Me perco na imensidão das horas vãs olhando o vazio,
como rainha abandonada ao destino.
Rainha sem rei, sem valete e sem cor.
Rainha de um vazio que a dor habita no mais fundo da alma.
Com meu rei aprendi muitas coisas,
dentre elas uma fragilidade que não queria aprender.
Meus olhos andam tristes,
a dias e dias distanciaram-se do meu coração,
para não segui-lo amargurado.
Levantarei a cabeça, verei o horizonte
e saberei que o farol que me guia
me deixará num porto seguro...
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